quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Início das aulas: Vamos falar de adaptação escolar?


Olá, pessoal! Vamos falar de adaptação escolar?

Esse é um período especial. Muitas crianças estão retornando para a escola e tantas outras estão indo pela primeira vez. Todos temos o desejo de que a criança fique bem, sem chorar, sem ficar insegura na escola, mas isso envolve muitos fatores e o sentimento de, pelo menos, duas pessoas: mãe e filho!  E, claro, requer toda a atenção da equipe escolar naquele período e muito, muito afeto envolvido.

Vamos começar percorrendo o árduo caminho de ser mãe... da culpa de não estar presente, porque tem que trabalhar, estudar e tantas outras coisas, imposta por um falso pensamento coletivo que mãe é super, tão super que nem humana ela pode ser.

Sem esquecer o filho que ao sair da sua zona de segurança, ainda sofre pela separação de não estar com sua mãe.

Então vamos a algumas dicas que poderão facilitar esse processo:

1. A segurança afetiva que a criança precisa, está diretamente ligada à sua mamãe! Então, vá bem, alegre e passe isso pra ela, afinal são algumas poucas horas e logo irão se reencontrar.

2. Fale da importância e de como é legal ter amiguinhos para brincar, coisas novas para aprender, adequando para a linguagem que cada idade necessita para entender.

3. Ao entregar a criança pequena, nunca o faça do seu colo para o da professora ou auxiliar; isso dificulta a adaptação e não demonstra segurança para criança. Coloque-a no chão antes de chegar. O profissional não deve “arrancar” a criança do colo.

4. Se a criança for muito ligada à mãe, aquele chicletinho delicioso, aí vale recorrer aos titios, aos avós, e claro, ao pai! Isso me fez lembrar uma tirinha que eu adoro, e coloco logo aí embaixo para descontrair um pouco.


5. Cada criança possui seu ritmo, afinal, somos seres singulares e não há regra básica que se aplique a todos. Vá com calma! Fique na sala se precisar, mas não muito; sempre que possível tente uma retirada estratégica, mas não vá muito longe.

6. Não converse na frente da criança, que sente “pena” por deixá-la sozinha, ou algo assim; a criança fica confusa, insegura e ameaçada, e sabe-se lá que fantasias serão criadas na imaginação infantil.
É muito comum também acontecer da criança ir super tranquila e nem dar “tchau” à mãe. Então, muita calma nessa hora! Nada de ficar com aquele olhinho do Gato de Botas (do filme Shrek), achando que seu filho não liga mais pra você. Fazer isso pode fazer todo o processo de adaptação ir por água abaixo, afinal, o filho quer atender à expectativa da mãe, e se ele entender que não ficar bem na escola satisfaz o desejo dela, será isso que irá fazer.



Pessoal, só posso dizer que são muitos afetos envolvidos, e seja lá qual for sua tática, demonstre sempre segurança.  No mais, estou aqui para aquele bate-papo, ou dúvidas que surjam, pra dividir com vocês minhas experiências.
Um grande beijo, e até o próximo post!


Monica Pontes

Neuropsicopedagoga e Psicomotricista da Motrix




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