quinta-feira, 20 de outubro de 2016

PAPO DE QUINTA: Sim, eu amo dinheiro!


Oi, tudo bem? Hoje é dia de bater o nosso PAPO DE QUINTA e a partir de Setembro, resolvi fazer uma coluna mais autoral dando o meu ponto de vista sobre o empreendedorismo, na prática, sem firulas ou maquiagem...que é como eu trabalho no dia-a-dia.
Eu já contei para você em dois posts anteriores como foi que comecei a trabalhar para mim mesma e abri mão da estabilidade do mercado formal. Você pode conferir AQUI e hoje vou falar sobre algo muito importante: Dinheiro! Sim, eu AMO DINHEIRO e esta moeda de troca, ou seja, esse recurso é uma forma de contabilizar a energia que se gasta, fazendo o seu trabalho e depois essa energia em forma de quantia, metal e papel circula te ajudando a realizar sonhos, a pagar suas contas, a cuidar de você e de quem você ama .
Talvez algumas pessoas tenham uma impressão, pelo meu jeito LIVRE, desprendido, meio Hippie, de que eu não gosto ou não preciso de dinheiro, mas eu digo que sim: Eu AMO DINHEIRO e separo muito bem as coisas.
Hoje, no mundo do empreendedorismo muito se fala em fazer o que se ama, viver com menos para não ter que se matar de trabalhar e tudo mais. Ok, eu confesso que tenho feito escolhas profissionais muito mais baseadas no que sei e gosto de fazer do que no quanto vou ganhar.
Mas nem por isso vivo de brisa ou vento e não me alimento de luz. Então, para que meu negócio seja um negócio e não um Hobby...preciso cobrar pelo meu trabalho.
Tem duas situações que gostaria de dividir com você e te convidar a refletir: 

1- Sim, eu optei por uma vida "alternativa", mas não significa que meu trabalho não tenha valor. Conheço muitos profissionais autônomos, dentistas, nutricionistas, tatuadores, que vivem do que sabem e amam fazer e estudaram para tal. Especialmente quem vende serviço (como no meu caso) é difícil achar o resultado da equação, porque somos limitados pelo fator TEMPO e podemos atender, dar aula, criar conteúdo dentro do que conseguimos produzir no dia e ao conhecer nossa capacidade de produção, enxergamos o máximo de dinheiro que conseguiremos ganhar caso tudo esteja 100% funcionando e a agenda lotada. O marketing digital e o empreendedorismo digital aponta ser o melhor caminho. Bem como a estamparia virtual, no meu caso, claro.

2- Sempre soube dentro do meu coração que educar uma criança requer tempo e sempre enxerguei o tempo como o maior bem que temos, porque o tempo não volta.

Você pode recuperar dinheiro, mas tempo, você  não recupera. Então, minhas escolhas profissionais vem sendo baseadas nesse conceito. Mudei minha forma de trabalhar quando precisei cuidar e educar minha irmã mais nova, ao ficarmos órfãs e agora, com o nascimento do Miguel. Mas, o melhor dos mundos é conciliar as demandas de mãe, mulher, esposa e profissionais. Reduzir e fazer escolhas, não significa que não dou valor ou não me importo com dinheiro. Por isso, trabalho, para que o cliente receba o que contratou e meu trabalho seja valorizado e possamos trocar essa energia, que é muitas vezes, no meu trabalho existente em forma de escambo ou permuta ou de forma materializada em notas com valor, ou seja, dinheiro.

Eu trabalho com comunicação digital, orientação para negócios, imagem e sei que muitas vezes expressei crenças limitantes e talvez tenha passado a imagem de que sou livre e dura...ou seja, sou dona do meu tempo, mas pago o preço de não ter dinheiro por isso.

Na verdade, o conceito de VALOR e o que é importante tem mudado em muitas esferas e tem crescido o número de pessoas que se auto designam nômades digitais. Se pararmos para prestar atenção, trabalhamos para termos coisas, realizarmos sonhos e muitas vezes, nos vemos comprando coisas que nem precisamos de verdade, para nos compensarmos, com a antiga do desculpa do: "Eu mereço". Quando começamos a perceber que trabalhamos muito para pedir um delivery, que pode ser gostoso à primeira vista, mas é cheio de coisas que te roubam a saúde...você começa a perceber o valor de preparar sua própria comida...e tem gente que embarca numa até de criar ou cultivar a própria comida. A sociedade está mudando e desde o CONAMÃE,  me identifiquei com um grupo de pessoas que pensam e vivem como eu, como nós aqui em casa. E isso foi um grande achado para mim! Porque parei de me sentir uma ET.

Quando a gente trabalha para pagar sapatos caros, roupas caras, que nem duram tanto assim ou você enjoa delas antes que acabem...acontece! rs Ou seja, você percebe que pode andar descalço o dia todo, pisar na areia e que pode usar um sapato, bom, confortável, mas escolhe não ter todas as cores desse sapato e não viver escrava de dívidas!

Tem sido libertador isso para mim! Mas, ainda assim, há coisas que quero proporcionar, como uma educação de qualidade, ter um split para trabalhar confortável no calor, as  minhas sonhadas cadeiras Eifell, o aquecedor da minha cozinha, liquidar dívidas, custear minha pós graduação, fazer cursos, dividir conhecimento e ter uma vida que eu mereço, num ciclo de abundância e viver de forma mais tranquila, viajar, ter meu carro, custear minha licença de motorista, ter um bom plano de saúde. E essas coisas se pagam com dinheiro. Não vou conseguir fazer permuta com tudo e com todos, então, o equilíbrio é importante. O dinheiro já simbolizou para mim (olha a crença limitante aí!) a minha "prisão" ou fazer um trabalho que eu não queria fazer ou trabalhar onde eu não queria trabalhar, mas hoje, eu enxergo o dinheiro como algo super positivo e leve e transformador na minha vida! 

Isso acontece com você? É difícil e tem dias que pensar em abundância vivendo a escassez ou lidar com o projeto que acabou do nada, o cliente novo que não fechou e a encomenda que não vingou e as contas para pagar é assim, DESESPERADOR...o empreendedorismo não é fácil e não é para todo mundo e não tem problema se você optou por voltar para o trabalho formal. Não sou contra o trabalho formal.

Você pode empreender sua carreira, sua empresa, sua biblioteca, sua escola, sua loja, seu negócio...mas, tem que estar feliz! Tem que fazer o que ama, ou lidar com o que faz até conseguir fazer o que ama (isso também acontece e fiz isso dos 13 aos 35, hoje estou com 41).

Dá uma olhada nesses vídeos, que super complementam as ideias desse post sobre dinheiro, sucesso, fazer o que ama:



Melodia Moreno, Baiana, mora em Los Angeles e é coach de mães empreendedoras no Brasil e em vários lugares do mundo. Ela dá dicas massa sobre como lidar com o dinheiro e a abundância e como acabar com crenças limitantes. De uma forma simples, para mim e para você!



Fê Neute e a sua mudança de uma vida bem sucedida em uma empresa e o projeto FELIZ COM A VIDA e o VIDA DE EMPREENDEDORA. Como um hobby pode virar uma profissão e como lidar com dinheiro, as escolhas de vida. Ela é nômade digital.

Conta aí o que achou!

E eu sou grata pela vida que eu vivo, pelo meu trabalho e sabe quem começou a plantar essa sementinha em mim em uma fase em que eu era super workaholic? Minha prima Erica Rebello (Gratidão, Flor...a sementinha floriu, Miguel nasceu e a família sorriu e vive no amor)



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