terça-feira, 26 de julho de 2016

Também tive crise dos 30! E agora?


          Até agora só falei dos prós dos trinta, mas é claro que na vida nem tudo são flores e pra fechar a série sobre trintar, eu não poderia deixar de falar das angústias que, mesmo que momentaneamente, me assolaram.
          Falei por alto das muitas mudanças pelas quais a minha vida passou nos últimos meses, o que fez com que o dito “inferno astral” começasse um pouquinho antes para mim. Separação, mudança, estresse, separação dos meus bichinhos... Tudo junto assim num combo de desolação, mas que graças a deusa, passou.
          Isso tudo me fez crescer, de fato, pois me levou a uma reflexão profunda (e necessária) sobre vários aspectos da minha vida. Reflexão essa que eu já vinha empurrando com a barriga há tempos, pois o comodismo e o medo de mudar o que não me satisfazia fez com que eu fechasse os olhos para muitas coisas.
          Era mais fácil acreditar que a minha vida era “quase perfeita”, e que eu realmente estava feliz com aquilo, do que buscar a satisfação de fato, a felicidade plena, o motivo para levantar da cama todas as manhãs.
          Confesso também, que maquiei por muito tempo minhas emoções, me fazendo de forte em meio a tantas perdas e decepções, por ter que mais uma vez me desconstruir e tentar recomeçar, mas chega uma hora que a base acaba, e só o ó compacto não é mais capaz de disfarçar as marcas deixadas pelas mágoas. Chega uma hora em que é preciso fazer uma limpeza profunda, e tirar de dentro da gente as impurezas que fazem com que a nossa vida perca o viço.
          Dia desses entrei em crise, e chorei como criança ao me dar conta de que mais uma vez eu não tinha nada, e que cheguei aos trinta em meio a essa instabilidade. Ter amigos sensatos ao lado nesse momento ajuda muito, porque eles conseguem ver de fora as coisas de um jeito que a nossa raiva/tristeza não deixam.
          Foi aí que percebi que isso que aconteceu comigo agora pode acontecer com qualquer um, em qualquer momento da vida, e por mais de uma vez. E descobri também que esse não é o fim do mundo. Descobri, em meio a essas conversas que não é o universo que está com raiva de mim, e que eu devo mesmo usar essas experiências para aprender a superar.
          Descobri ainda que quando a gente menos espera, a vida nos presenteia com anjos que estão dispostos a nos ajudar, assim do nada, e que mesmo quando parece que o mundo nos virou as costas, nem todo mundo é mal.
          Essa instabilidade emocional durou pouco, ainda bem! Mas passar por esse momento de treva me fez ter a certeza de que independente do que aconteça comigo daqui por diante, eu não estou sozinha, porque me conectei aos meus  (os antigos e os novos que o Sagrado me deu) e que só vou deixar na minha vida aquilo/aqueles que realmente me fazem e me querem bem.
          Essa é a melhor parte de ter 30 anos: Ser dono do próprio nariz e escolher quem entra e quem sai, com um pouco mais de maturidade.

          Bjos e até a próxima semana... J

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