quarta-feira, 16 de março de 2016

Que amor é este?



Que apego é este que as pessoas têm pela caderneta de poupança?
Um dia destes ouvi de uma pessoa que sei que tem esclarecimento sobre opções de investimentos, pois já me confidenciou que acompanha meus textos e tem aprendido com eles e me disse que precisava resgatar da poupança para pagar suas contas. Confesso que quando terminei de ouvi aquela frase quase tive uma síncope! Mas como assim? Ainda mantem aplicação em poupança com outras opções mais rentáveis e tão seguras quanto existentes no mercado?
Então, fiquei me questionando querendo entender de onde vem esta idolatria pela poupança.
Vamos lá, com um pouco de história:
Primeiro, porque é um dos primeiros produtos financeiros criados no Brasil. A poupança é de 1861, foi criada por Dom Pedro II, já com remuneração contratada a 6%ao ano¹, destinada às classes menos abastadas.
Em 1915, mulheres casadas também podiam fazer depósitos na poupança. Uau! Grande vitória para a época, ainda bem que os tempos são outros!
Vários anos se passaram, os bancos criaram seus slogans famosos, seus personagens incentivando as pessoas a guardarem as moedas nas latinhas. Quem nunca teve uma latinha recebida pelo pai/mãe ou avôs?
Aí então chegou o pesadelo, Plano Collor, “uma vida inteira de economias congeladas”, nas mãos do governo!
A data fatídica é 16 de março de 1990, exatos 26 anos, o governo anunciou o congelamento de 80% de todos os depósitos das contas correntes e cadernetas de poupança que excedessem a 50 mil cruzados novos por 18 meses.
Depois deste episódio, todas às vezes que são divulgadas noticias de possíveis mudanças nas regras na poupança a população fica aflita, pois o trauma é gigantesco. Pessoas perderam a vida naquele Plano econômico.
Pelo fato da poupança não ter isenção, ser de simples entendimento pela maioria da população e existir por mais de 155 anos, entendo este “amor”, mas acredito que amor maior a pessoa precisa ter com o seu bolso e seus sonhos. Pois, com a inflação acima de 6%, ela destrói seu poder de compra.
Veja: A poupança ano passado rendeu: 8,07% e a inflação rendeu ano passado: 10,67%. Se você estava com seu dinheiro na poupança, perdeu para a inflação, pois ela foi maior.
Os substitutos são:
Certificado de Depósito Bancário (CDB). Os bancos pequenos têm oferecido taxas bastante atrativas. Sugiro limitar até R$ 200 mil, pois o Fundo Garantidor de Crédito atende até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira.
Outra opção são os fundos de renda fixa conservadores procure fundos com baixas taxas de administração, limitada a 1% a.a.
E por fim, Títulos Públicos, em especial Tesouro Selic, que são títulos que acompanham a variação da taxa de juros.
Todos estes produtos eu detalhei nos textos publicados ano passado com os seguintes títulos: Você conhece os produtos de renda fixa privado? & Saia da zona de conforto nos investimentos.
Vale a pena conhecer um pouco mais sobre eles para encerrar em paz este caso de amor com a poupança!

Rumo ao novo amor!


¹ "Desde 4 de maio de 2012, a rentabilidade da poupança depende da taxa básica de juros, a Selic. A remuneração da poupança é de 0,5% ao mês e 6,17% ao ano, mais a variação da Taxa Referencial (TR), taxa de juros atualizada diariamente pelo Banco Central para servir de base para a rentabilidade de diversos investimentos".Fonte:Guia Bolso

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