quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

PAPO DE QUINTA: Mulher é fogo!


    Esse mês estou de férias (férias? Não remuneradas e com a máquina de lavar quebrada, sem grana para viajar, mas de férias de treinamento, reuniões, etc) e com Miguel em casa, minha enteada, eventualmente afilhada e sobrinho e Rodrigo está trabalhando normalmente. Tive Zika Virus, chove pra caramba e eu queria colocar o sono em dia, projetos pessoais em prática, organizar a casa, sair, passear, pegar praia, piscina...será que essas férias ainda se concretizam?

  As crianças entram de férias todos os anos e desde que me lembro, levo as crianças para o trabalho. Mesmo quando era gerente geral de uma empresa (acabava levando, fazia cineminha na sala de reunião, levava para lanchar ou almoçar fora e conhecer alguns lugares no Rio), depois tentava tirar férias junto às férias escolares e assim tem sido minha vida.

 Perdi minha mãe de repente, de aneurisma e fiquei cuidando da minha irmã e ao me formar, fiz escolhas de trabalho dentro de projetos de universidade para poder cuidar da minha irmã caçula e ficar com ela nos feriados, recessos, férias, enfim...para mim, é muito natural essa atribuição e preocupação e vejo que a escolha da minha profissão, carreira, sempre teve como questão principal não terceirizar os filhos, não deixa-los de qualquer jeito.

Sem dúvidas, hoje com 40 anos, percebo que as atribuições com as crianças e com a casa ainda fazem parte efetivamente do universo feminino e talvez por isso, muitas mulheres interrompem suas carreiras e não dão conta de avançar dentro de instituições tradicionais. As duras leis trabalhistas também não favorecem muito as mulheres e suas atribuições com as crianças e com a casa e o que observo ao meu redor?

Muitas mulheres no afã de conciliarem suas questões pessoais (pessoais mais ou menos, familiares) com as questões profissionais, abrem seu próprio negócio.

Tirando um dia para ler revista de bobeira (ok que faço curadoria e trabalho quando leio, não tem jeito), mas se estou deitada fazendo isso e posso dar um cochilo, me considero de férias...mas, voltando...lendo a Nova Cosmopolitan do mês, adivinha qual matéria me prendeu a atenção? A Nana do Think Olga dizendo que 53% dos empreendedores são mulheres, que acabam criando soluções para lidarem com as duras leis trabalhistas e encontram dificuldade de conciliarem suas questões pessoais com o trabalho. No mercado tradicional, 14% dos CEOs são mulheres e 22 % dos Diretores são mulheres. 

Não à toa as mulheres escolhem o empreendedorismo e não a toa é difícil para caramba crescer, conciliar tamanha responsabilidade de criar, educar e cuidar dos filhos, cozinhar, cuidar da casa, etc com o crescimento da empresa e ganhar o suficiente para ser sustentável com a profissão escolhida.

Então, diante de tudo isso que venho conciliando, estou muito cansada e confesso que preciso de outras férias, férias de verdade, onde eu possa ver séries, dormir, ir à praia e tenha sim dinheiro para gastar e eu mereço! Espero que 2017 seja um outro cenário de resultados profissionais para mim e lógico, vou tocar nessa questão do mercado e dizer onde aperta o calo feminino, porque quanto mais gente falar sobre isso, mais o assunto entra na roda e quem sabe as empresas se tornam mais amigas das famílias, ajudam a organizar colônias de férias, entender horários das mulheres ou tudo que possa ajudar nessa empreitada! E preciso de mais equidade de gênero e dividir as atribuições da casa e da família e que o Rodrigo também possa tirar férias comigo. Férias em família com muito lazer! Merecemos!

Como estão as férias escolares por aí? Você é empreendedora? Trabalha em empresa como empregada? Como tem sido a jornada profissional para você? Vamos bater um papo!



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