terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Chega de promessas de fim de ano!



          Oi gente, tudo bem?

          Fim de ano chegou, dezembro veio com tudo, já é Natal na Leader Magazine, blá, blá, blá... E hoje, fazendo uma retrospectiva do meu ano, e começando a me organizar para o ano que vem, me veio a cabeça algo muito doido, e até um pouco triste: por que todo mundo espera finais e começos de ano para pensarem em ser pessoas melhores, ou darem um novo rumo a vida? Se o ano tem doze meses, por que a grande maioria das pessoas esperam essa época emotiva, para se conectarem com uma energia melhor? E no resto do ano, faz o quê?
          Tem gente espera o Natal chegar para se reconciliar com aquele amigo querido, com quem estava brigado, e nem lembrava mais o motivo, tem gente que só diz que ama na contagem regressiva do Réveillon, tem gente que passa o ano fazendo grosserias com os subordinados, mas na véspera de Natal "engole" a hierarquia pra se fazer de legal, e ainda tem gente que passa o ano inteiro falando mal do colega do lado pelas costas, mas quando tira ele no amigo oculto, diz que é a melhor pessoa que já conheceu na vida. Isso sem contar nas promessas de fim de ano...
          Tem gente que passa o ano inteiro enfiando o pé na jaca, mas quando chega dezembro, inventa um "projeto verão", e mal se lembram que o verão já começa em dezembro, e aí não tem muito mais o que fazer, né?
          Bem, isso tudo é para lembrar, que temos 365 dias no ano para sermos pessoas melhores, para nós, e para os outros. É claro que essas datas de fim de ano são importantes como marcos, ou pontapés iniciais. O que não pode é ficar só nas promessas. Tem que arregaçar as mangas e botar a mão na massa. A gente tem 365 dias para olhar de forma mais atenta para o outro, para cuidar mais da nossa saúde, para fazer o "projeto verão" virar "projeto ano todo", para rever nossas prioridades, para cuidar de quem amamos, para demonstrar nossos sentimentos. Deixar para fazer isso só no último mês do ano, e desperdiçar os outros onze meses com coisas que nem sempre são tão prioritárias assim.
          É claro que todo mundo tem suas vidas corridas, muito trabalho, milhões de funções, mas quantas vezes a gente para pra pensar se o que fazemos é realmente o que nos faz bem? Quantas vezes paramos para analisar se tudo o que ocupa nosso tempo tem sido feito de forma robótica, ou se é o que realmente queremos. Muitas vezes, falta um pouco de autoconhecimento. A gente tá tão no automático, que esquecemos de coisas simples sobre nós, como nosso prato favorito, programa favorito, ou o que nos faz feliz.
          Acho que o momento é propício para essa reflexão. É um bom momento para pensar em metas a médio e longo prazo, é um bom momento de se esvaziar das coisas que só entulham a casa, os armários e a vida, é um bom momento para pensar na saúde como um empreendimento, para fortalecer a fé, para pôr em prática o mandamento do amor ao próximo, mas principalmente, de pensar na felicidade como objetivo, e não como uma consequência.
          Que as nossas velhas promessas furadas de fim de ano deem lugar a desejos concretos, desejos de sermos melhores. Melhores pessoas, melhores pais, filhos, amores, amigos, enfim... Que saibamos reconhecer a melhor forma de aproveitar a vida, porque ela passa, como um sopro, e a única coisa que levamos dela é o que conseguimos VIVER.




         

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