quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Se não dá para contar com o INSS, o que temos para hoje?


Dando continuidade ao último texto, onde falei que não devemos contar somente com a aposentadoria vinda do INSS. Alertei para os déficits nos Estados e assim pondo em risco os recursos que estão nos institutos de previdência dos servidores públicos. Comentei também sobre previdência privada, que pode ser a fechada, constituída pela empresa com participação tanto do funcionário quanto do empregador. E concluí com a previdência aberta disponível nos bancos.
Agora vamos entender um pouco mais sobre o que temos como alternativas para montar seu plano de aposentadoria, visto que os que citei não manterão o padrão de vida que tem atualmente.
A previdência privada feita através da contratação de um plano de previdência pode ser uma opção. Gosto mais quando podemos usar este instrumento como planejamento sucessório e beneficio fiscal do que propriamente um investimento, pois acredito em outras boas opções disponíveis no mercado.
Os planos de previdência disponíveis nos grandes bancos, na média, cobram uma taxa de administração tão alta que seu rendimento fica inferior a uma aplicação num título público. Como alternativa, as seguradoras não ligadas aos bancos, o que chamamos de seguradoras independentes, têm apresentado bons produtos com rentabilidades superiores. Claro que é fundamental considerar o risco de cada seguradora. Recomendo uma pesquisa no site da SUSEP (http://www.susep.gov.br/menu/informacoes-ao-publico/mercado-supervisonado/entidades-supervisionadas).
Se você já contribui para o PGBL/VGBL vale a pena avaliar seus custos, como citei no texto anterior, e comparar com outras opções que existem no mercado, pois isso fará grande diferença. Em matéria recente do Valor Econômico, “nos últimos cinco anos, os independentes obtiveram retorno médio 25% superior ao dos grandes bancos (7,40% contra 5,91%), conforme  NetQuant.” – a consultoria que fez a pesquisa para o jornal.
O VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livre) é um instrumento de planejamento sucessório que tem sido utilizado para transferir recursos para os herdeiros pagando menos impostos e de maneira mais rápida, pois não entra no processo de inventário. É também usado pelas pessoas que declaram pelo modelo simplificado o Imposto de Renda Pessoa Física.  O IR incide sobre os rendimentos, apenas no momento do resgate ou recebimento da renda.
Num planejamento financeiro é feita uma avaliação do patrimônio do cliente e é possível recomendar venda de imóveis para fazer aplicação no VGBL. Se um imóvel estiver dentro do inventário, os beneficiários terão maior dificuldade para vender, ao passo que, num VGBL dentro de 30 dias, eles recebem os recursos distribuídos conforme indicou o contratante. Atendendo financeiramente, numa emergência, a família que acaba de perder um membro da família.
O PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livre) é o clássico plano de previdência complementar, e estamos na “alta temporada”. É nesta época de final de ano que as pessoas começam a fazer contas para avaliarem quanto podem aplicar para não ultrapassarem o aporte de 12% da renda tributável, este é o limite estabelecido para a dedução integral do IR. Aqui, o imposto de renda incide sobre o valor total a ser resgatado ou recebido sob forma de renda.  
Como muitos fundos de previdência não entregam resultado equivalente ao CDI ou variação da Inflação mais uma taxa, o que considero o justo para a aposentadoria, minha recomendação é buscar o mercado financeiro de longo prazo. Ou seja, sentar com seu planejador financeiro para avaliar no mercado quais são os ativos que têm boas rentabilidades e que são seguros para que possam juntos traçarem esta estratégia.
Muitas pessoas poderiam pensar que ter imóveis seria uma excelente opção para aposentadoria. Sinceramente, não acho que deva ser a melhor, pode ser uma delas. Ter imóveis como investimentos requer conhecer o mercado que investe e, atualmente, como estamos vivendo a maior recessão dos últimos 25 anos, provavelmente, os proprietários de imóveis estão com dificuldades para alugarem ou renovarem seus contratos corrigindo pela variação da inflação. Como exemplo, um aluguel de R$ 5.000 em novembro de 2014 será reajustado para R$ 5.504,50 este mês (o IGP –M em 12 meses: 10,09%). Uma família que têm imóveis, mas que não consegue gerar renda de aluguéis deles não poderá manter o padrão de vida anterior.
Sendo assim, entendo que ter renda certa é melhor do que só constituir patrimônio imobilizado. 
Portanto, o seu plano financeiro deve contemplar conforto, bem-estar e renda recorrente satisfatória.
E apesar da crise econômica, temos oportunidade e tem muita gente ganhando dinheiro!
Quando falo em montar uma estratégia é fundamental avaliar o investidor individualmente, mas opções devem estar no radar como debêntures incentivadas (aquelas que são isentas de imposto de renda), Títulos de Renda Fixa de bancos e financeiras e títulos públicos. Além das inúmeras opções de fundos de investimentos, que a partir de outubro, os investidores podem aplicar em fundos internacionais com mínimos de R$ 50 mil, sem precisar abrir conta lá fora.
Para ilustrar:
Tesouro Prefixado (LTN) – Venc. 01/01/2018: 15,70%; Valor Aplicado R$ 10 mil; Valor Líquido no vencimento R$ 13.006,92. (sem taxa de custódia, taxa em 09/11/15)
CDB 104% do CDI – Prazo de 1 ano; Taxa bruta equivalente: 14,82%; Valor Aplicado R$ 10 mil; Valor Líquido R$ 11.222,65 (sem taxa de custódia, taxa em 09/11/15)
A conclusão que chego é: não descarte sua aposentadoria vinda do INSS, mas também não viva considerando que receberá o teto,  que hoje é de R$ 4.663,75, pois o cálculo feito não te favorece.
O importante é manter o plano financeiro atualizado, protegido da inflação a fim de manter seu poder de compra, seu padrão de vida e gerando renda recorrente.

E preciso te contar que planejamento financeiro não tem dia para acabar e é para toda a vida!


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