sábado, 14 de novembro de 2015

Gadget Tudo de Bom! App Sai Pra Lá mapeia assédios sexuais sofridos por mulheres

          Dia desses, no programa da Fátima Bernardes, vimos a história de uma menina de 17 anos, a Catharina Doria, que após sofrer um abuso, investiu o dinheiro que usaria para a sua viagem de formatura, na criação de um aplicativo que mapeia casos de assédio sexual, de diversos tipos, constituindo um verdadeiro mapa, onde mulheres podem não só consultar, mas também relatar um abuso sofrido, dizendo exatamente onde foi, e que tipo de abuso sofreu.
          A iniciativa nos chamou muita atenção, e nós já falamos dele algumas vezes por aqui, pois assunto está super em voga, não só pela polêmica da redação do ENEM, mas porque, inúmeras mulheres tem tido coragem de botar a boca no trombone para denunciar os desrespeitos que vêm sofrendo.
          O app funciona de forma simples: basta baixá-lo e na tela inicial a vítima verá o botão ¨fui assediada¨. Ao clicar, a usuária é direcionada a uma nova tela, onde ela deverá marcar o endereço onde ocorreu o assédio, seguido do período do dia, ou seja, se foi durante a manhã, tarde,noite ou de madrugada, e se foi sonoro, verbal, físico ou outros. Não é necessário que a vítima se identifique.
          Muitas mulheres, por uma questão cultural, sentem-se culpadas pelo abuso sofrido, e acabam não denunciando ou divulgando por medo ou vergonha, e com o aplicativo, pela não necessidade de identificação, elas se sentem mais seguras, preservadas, e até mesmo acolhidas. 
          A questão do abuso sexual no Brasil é muito séria, e muitas mulheres já deixaram ou deixam de fazer coisas por medo de sofrer algum tipo de assédio, mas que bom que iniciativas tem sido pensadas para ao amenizar o problema, já que exterminar mesmo, é algo quase impossível, pois é uma questão de educação. Isso só vai mudar mesmo quando as pessoas entenderem que não são as mulheres que tem que se esconder ou deixar de usar algum tipo de roupa, é sim o menino que precisa ser educado para entender que a menina não é um bem público, e que ela tem sim o direito de ir e vir, como bem entender sem ser importunada.
          O app está disponível para IOS e Android, e pode ser baixado gratuitamente. 
          Parabéns, Catharina, e obrigada por fazer a diferença!
Imagem: Divulgação

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