quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Papo de Quinta: Homens e mulheres podem ser feministas



Olá, hoje é dia de bater o nosso Papo de Quinta. Nessa coluna, falamos sobre comportamento e questões femininas. Terças, Flavia Rebello levanta questões do comportamento feminino e eu na quinta também, afinal esse estudo tem a ver com nosso projeto Mulheres no Comando.

Percebemos que 99% das nossas clientes são mulheres, leitoras também e queremos dar voz a essas mulheres e lidar com nossas questões, em virtude de uma vida mais plena e feliz.

O ENEM trouxe uma questão sobre a Simone de Beavoir, que em seu livro, datado de 1949, O Segundo Sexo e isso causou uma enorme discussão no Facebook. Algumas pessoas acharam um absurdo ter a Simone na prova, porque ela foi acusada de pedófila, ao defender que na França, se os adolescentes são responsáveis por seus atos, aos 13 anos, como não poderiam escolher sexo consensual? Enfim, fora do contexto de Simone, muitos anos depois, é de fato repulsivo imaginar crianças e adolescentes em relacionamentos sexuais consensuais com adultos, porque professores não deveriam relacionar-se ou seduzir seus alunos, ainda mais se forem menores de idade.

Ao conversar com uma amiga no Facebook, que compartilhou um texto onde a Simone é inclusive taxada de Nazista, questionamos se o feminismo de Simone é importante, ajudou ou não e se deveria estar numa prova.

Por questões morais e exemplo de vida, se fosse assim, muitas coisas não cairiam na prova, porque a história traz Hitler, escravidão, exploração das Colônias, invasão, etc etc etc

Acredito que a prova trouxe o tema à tona e discutir o feminismo nunca foi tão atual.

Não dá para negar que como filósofa existencialista, a Simone contribuiu e muito para o feminismo existencialista contemporâneo.

Ao pesquisar sobre Simone, me deparei com textos incríveis no site Carta Capital e recomendo:

Feminismo para leigos, excelente reflexão sobre o tema

Mais textos da Clara Averbuck AQUI

Teste para saber se você é feminista (homem ou mulher), AQUI

Machismo na publicidade

Uma das coisas que a minha amiga colocou é que ela não gosta nem de machismo e nem de feminismo e ensina os filhos a serem educado e a respeitar todos e a dividirem as tarefas e até se coloca questionadora quanto ao fato de que se os direitos fossem iguais, as mulheres deveriam abrir mão da licença maternidade!

Enfim, pensar em feminismo e conversar sobre o tema, que envolve comportamento e postura diante do mundo e vida prática, dão panos para manga e cada um tem sua ideia e maneira de viver.

A questão é perceber que todos podemos ser feministas e feminista não significa ser contra os homens, ao contrário, mas propor uma maneira mais equilibrada de viver, como ganhar salários iguais aos homens, ter todos responsáveis pelas tarefas da casa, sermos educados com todo mundo e nomearmos a violência, denunciarmos quando nos depararmos com ela.

Eu sou feminista, me preocupa questões acerca do universo feminino. Sou grata às mulheres que lutaram e nos deram direito de escolha a votar, casar, ter filhos, viver como queremos e até de não vestirmos mais espartilho ou roupas que nos tiravam o ar e espero que cada vez mais o feminismo encontre espaço, especialmente entre as mulheres (há muitas mulheres machistas por aí) e pior do que uma não feminista, mas que é feminista e não sabe, é uma machista.

Vamos celebrar o feminino, encontrar solidariedade nas questões femininas e viver de forma mais feliz e justa, cada um respeitando as dores e delícias de ser o que é.

O Pepeu Gomes, um guitarrista e cantor brasileiro, na década de 80, teve coragem de lançar a música Menina e Menino que fala que o feminino habita o masculino e podemos pensar no inverso também e como tenho visto mulheres masculinizadas no seu comportamento com excesso de energia Yang. A mulher precisou endurecer para enfrentar a sociedade e o mercado de trabalho e provar competência, mas precisa fazer o caminho de volta, celebrar o seu sagrado feminino e sua doçura e candura, sem perder sua garra, força e fibra!



E viva o feminino! E o masculino! Um completa o outro!


 

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