sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Papo de Quinta: Eu não sou super mulher e não vou ser! Que tal você também assumir isso?

 
     Eu fiz 40 anos essa semana e como boa libriana, faço uma grande reflexão sobre minha vida, meus sonhos, meu rumo, meus erros e acertos durante esse tempo de vida.
Adoro a vida, sou grata ao universo pela minha saúde, pela minha vida, pela minha casa, pelas pessoas que amo ao meu redor, pela oportunidade de criar meu filho, pela relação que construí nesses 12 anos.
 
     Eu fui criada por uma mulher da geração "Malu Mulher", uma série de TV, protagonizada pela Regina Duarte, que mostrava grandes cenas de brigas entre ela e seu marido, que acho que vira ex durante a série, porque afinal, quem consegue conviver com uma Malu Mulher, com tantos sonhos, questões e posicionamentos? Enfim, herdei todas essas questões e não a toa, criei o #mulheresnocomando, porque como diz a Flavia Rebello, "É osso" ser mulher nesse mundo machista.
 
Essas mulheres da geração a que me refiro, criaram filhas para que não dependessem de homem e fossem independentes, se sustentassem e não fossem escravas dos afazeres domésticos.
 
Comecei a trabalhar com 13 anos e não parei. Hoje, sou dona do meu próprio negócio e trabalho de casa.
Vira e mexe sou cobrada pelo Rodrigo por ser a pessoa que finge que está em casa para priorizar a família, mas na verdade, o que eu quero é trabalhar 24h.
Tomaaaaaaaaaaaaaaaaaaa....
Feedback é melhor do que não ter feedback nenhum. Mas isso aumenta ainda mais a minha angústia por correr ou me acalmar para tentar equilibrar todos os pratos, como uma grande malabarista e é frustrante vê-lo triste, é chato ver o Miguel me chamar para fazer algo e eu não dar conta na hora, mas escolhi continuar trabalhando e meu trabalho me exige muito, mesmo de casa e mesmo me dedicando muito a eles, à casa, a sensação que eles têm é de que não estou sendo boa o suficiente. O que fazer?
 
Faço parte de uma geração que mesmo tendo sido criadas por mulheres que diziam para que não nos casássemos, mantivéssemos nossa liberdade, resolvemos casar, ter filhos e ser crafters e buscamos o resgate do sagrado feminino e fazer as pazes com o trabalho, a realização, as finanças em dia e sim o bolo na mesa, a comida feita, a roupa lavada e a casa cheirosa, confortável e bem aconchegante.
 
Mas, como fazer isso tudo em 24h? Ah, ainda tem os cuidados com o corpo, os cuidados de beleza e com a cabeça, porque senão, surtamos!
 
Embora eu esteja na semana do meu aniversário e tenha recebido carinho, presentes, muitas mensagens lindas, sinto como se o Céu tivesse desabando na minha cabeça e tudo que eu penso são em férias no Caribe e muitas horas de sono de presente.
 
Amo tudo que faço e gostaria de ter mais energia e menos imprevistos para cumprir e seguir a risca minhas metas diárias, para alcançar as metas grandes, mas tem horas que...meu Deus do Céu! Parece que vou explodir com tanta pressão!
 
Por falar em pressão, eu já quis, nos idos da minha adolescência e juventude (engraçado escrever assim, porque me sinto a mesma adolescente e jovem...rs), enfim, eu já quis dar conta de tudo e ser a Super Mulher e me orgulhava de ser multitarefa, de ser rápida, de dar conta de tudo.
 
Hoje, eu digo que: não sou, não vou ser a Super Mulher e nem a Mulher invisível, que encanta ao Selton Mello no filme. Tenho falhas. Falho no trabalho, falho em casa, falho com meu filho, falho com meu marido: falho, falho, falho, falho, falho, falho.
 
E falho porque sou humana, porque sou normal, porque tento acertar, porque tento fazer N coisas ao mesmo tempo, porque planejo as coisas, mas  o Universo tem outros planos e falho. Mas, isso não significa que eu não me importe, que não fique triste, que não me frustre. A diferença é que me abraço, me acolho, procuro entender o contexto, os processos, o que preciso fazer para corrigir os erros ou para não errar lá na frente.
 
Seria muito mais legal se nós, mulheres pudéssemos admitir nossas falhas para nós mesmas, para as amigas, para o marido, para os filhos e sermos acolhidas e ganhássemos abraços apertados para continuarmos nossa jornada confiantes de que vai ser melhor, vai ficar melhor.
 
Se a vida me der um limão, faço uma caipirinha, uma limonada suíça. Se me der um abacaxi, faço uma pina colada...gosto da vida, gosto das pessoas ao meu redor, mas, sim, tem horas que canso e tem horas que falho. Sou normal.
 
E esse é o melhor presente em entrar na idade da Loba. Parar de ser eu a colocar pressão em mim mesma e não deixar que me coloquem pressão.
 
Porque a vida pode e deve ser mais gostosa e mais leve, como esse momento em que estou nessa foto, com a minha prima filha, Juh. Que venham muitos momentos assim, leves, sem pressão e felizes!
 
 
 
 

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