terça-feira, 29 de setembro de 2015

Parabéns, mãe!!!



     

          Oi gente, 

          Hoje é um dia muito especial. Hoje é o dia daquela que me botou no mundo e ralou muito para que eu me tornasse quem sou hoje. Hoje é o aniversário da minha mãe, a mulher mais guerreira, forte e raçuda que já conheci.
          Já tem uns dez anos que saí da casa dela, pra correr o mundo em busca dos meus sonhos, e a saudade é uma das coisas que mais me machuca, e é engraçado como a gente só da valor nas pequenas coisas depois que não tem mais. Não digo só pela cama quentinha, pela roupinha sempre cheirosa, ou pela comidinha de mãe. Digo pela companhia, pelo carinho, pelos cuidados, pela atenção.
          Quando adolescente, não dava muito valor a esse sentimentalismo, e achava que todo cuidado era implicância. Mas hoje compreendo perfeitamente o propósito do seu zelo e das suas broncas. Já até falei disso aqui, no post de dia das mães, que as vezes precisamos de um certo distanciamento para entender o que é o amor de mãe, e hoje dou valor a cada minuto mundo dela.
          Mães são mesmo como portos seguros, com suas palavras de conforto quando precisamos, com seu colo fofinho quando a nossa caminhada parece mais árdua do que podemos suportar, com suas mãos calejadas que enxugam nossas lágrimas em momentos de fraqueza. Minha vontade é de colocá-la numa caixinha e carregar sempre comigo.
          Minha decisão de sair de casa foi tomada por impulso, e por esse motivo as pessoas não botavam muita fé na minha escolha. Ela não me disse nem que sim, nem que não. Só me desejou boa sorte, e falou que meu lugar sempre estaria guardado ali, caso eu quisesse voltar. Sei o quanto ela sofreu, mas sei também o quanto ela torceu para que eu desse certo, para que eu conseguisse realizar os meus sonhos, para que eu fosse feliz independente da forma e do lugar.
          As vezes a saudade dói, me impede de seguir em frente, as vezes o medo me impede de seguir em frente, as vezes as batalhas diárias me impedem de seguir em frente, e é ela quem me manda engolir o choro e continuar minha caminhada, mesmo querendo que eu volte para casa, pra que ela possa me cuidar e proteger. 
          Para as mães, filhos crescem, mas não envelhecem. Serão sempre meninos perdidos, com medo de escuro. E isso é maravilhoso. Quando os monstros que moram embaixo da cama insistem em me acordar no meio da noite, é nela que eu penso, e é ela que me encoraja a enfrentar. Quando a vida parece escura demais, como quando era criança, e não conseguia levantar nem para pegar água de madrugada, é ela quem diz que o escuro é só a luz apagada, e que não é preciso ter medo. 
          Nesse momento, como não poderia ser diferente, as lágrimas me descem rosto afora, e um mix de emoção me toma. Alegria por ainda tê-la comigo, tristeza por não estar lá no dia de hoje, medo por saber que mães não são eternas, embora eu ache que deveriam ser. 
          Ainda me sinto uma criança perto dela, e sempre que vou vê-la, ela me enche de mimos. Faz meus pratos preferidos, dormimos juntas, costuramos juntas, vemos TV juntas (é verdade que ela sempre dorme, mas tá valendo). Queria poder ter mais tempo assim com ela, mas já que não é possível, aproveito da melhor forma cada minuto que estou em sua companhia.
          Tive a sorte de poder ser criada por uma mulher de caráter, de valores, com uma história de vida emocionante, e uma fé quase que inabalável. Apesar da vida dura, e de tudo que sofreu, ela criou duas filhas sozinha, e abriu mão de muitas coisas para isso. Tenho a sorte de aprender diariamente com ela, e poder compartilhar com ela minhas alegrias e tristezas. 

          Hoje eu tô muito emotiva, porque queria estar com ela, então me despeço por aqui, e deixo uma musiquinha que ela sempre canta lembrando de mim. Vai ter sertanejo sim, porque ela ama! :)


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