terça-feira, 8 de setembro de 2015

Independência... (especialmente para elas)

          Como ontem foi feriado da independência, é claro que hoje eu não deixaria de falar disso. Mas, seria independência financeira, independência afetiva, independência da mulher? Que tipo de independência? Um pouco de tudo, né minha gente? Afinal, o assunto é complexo, e dá é pano pra manga.
          Já falei algumas vezes por aqui, mesmo que por alto, sobre a importância da mulher ser independente financeiramente e também afetivamente, só que mais no sentido de ter autonomia e liberdade. Isso não quer dizer que ela precisa viver em uma concha, fechada, blindada e imune a qualquer tipo de relação, até porque, ninguém aqui é pérola, pra viver presa dentro da ostra. Somos feitos de carne, osso e emoções (às vezes emoções até demais!).
          Pois bem! Vamos começar com algumas perguntas: 
  1. Quantas de vocês já se viram amarradas em uma relação que já não tinha mais nada a ver, mas eram dependentes financeiramente do parceiro?
  2. Quantas de vocês já se viram amarradas em uma relação desgastada, pois eram dependentes emocionalmente do parceiro?
  3. Quantas de vocês se viram amarradas em uma relação, pois tinham medo de ficar sozinhas depois que o relacionamento acabasse?
  4. Quantas de vocês já viveram essas três situações, de repente até simultaneamente?

          Se a sua resposta foi não para todas as perguntas, parabéns! Passou de fase! 1 UP pra você. Pode pular para o próximo nível da evolução, gata. 
          Agora se você respondeu, assim como eu, sim para uma, duas, ou todas elas, ou pior, se é a sua situação atual, fica aqui pra gente bater um papinho.
          Vou começar te falando que você não está sozinha no mundo, e que infelizmente grande parte as mulheres são criadas para serem adultas dependentes por uma questão cultural, pois aprendemos desde cedo, que mulher é sexo frágil, que mulher PRECISA de um homem que cuide dela, que mulher tem que casar, ter filhos, e ser feliz para sempre. 
          Mas espera um pouco! Por que nos ensinam isso? Alguém, em algum momento, perguntou se era assim que você queria viver a sua vida? Por que algumas meninas que pisavam um pouco fora dessa "linha da normalidade" geralmente são vistas com estranheza? Não querendo culpar o machismo assim de cara, prefiro dizer que isso é reflexo da criação patriarcal que os antigos receberam desde sempre, onde a mulher não tinha voz e nem direitos, mas como foi assim que aprenderam, apenas reproduziram esse padrão na hora de nos educar.
          Desde que a mulher se viu como ser pensante, com vontades próprias, anseios de mandar na própria vida e no próprio corpo, uma batalha foi travada contra esse modelo patriarcal arcaico, em busca do direito de ser dona de si, do direto de escolher por si só o que era bom e pertinente para ela.           Isso é mais que uma questão de feminismo ou de equidade de gêneros. É uma questão de respeito ao direito de escolha.
          É claro que muitas ainda vão na contramão disso tudo que disse, afinal, ser dependente é confortável, ter um parceiro que que supra suas necessidades financeiras é confortável, que te proteja e tome as decisões por você, então, nem se fala o quão confortável é. Mas aí, um belo dia o amor acaba e elas fazem o que? Ou se humilham, pois precisam daquela relação, ou procuram outro que supra suas necessidades da mesma forma, pois só assim que elas sabem se relacionar.
          Não critico, nem defendo, pois acho que o princípio maior da liberdade é o fato de que as pessoas podem viver do jeito que bem entendem. Mas o dia em que se prova a liberdade de escolha, o dia em podemos sentir que realmente temos total controle e domínio sobre nossas vidas, é empoderador. 
          Prezo minha independência mais que tudo, mas isso não quer dizer que não me envolvo emocionalmente, que não amo, que não sinto. Muito pelo contrário. Amores sem dependência me soam mais leves, mais fortes, mas estáveis. Amores sem dependência somam, e não dividem, amores sem dependência compartilham, e não amedrontam.
          Esse é meu modo de pensar, e é assim que procuro me relacionar. Desde cedo minha mãe me ensinou a sair sempre com meu dinheirinho, nem que fosse pro taxi da volta, pra que eu não precisasse ficar mais na festa mais do que minha vontade permitisse. Esse foi o primeiro conceito de ir e vir que tomei consciência. Não me lembro de ter ficado em lugares que não queria, com pessoas que não queria, por estar dependendo de alguém. É assim pra tudo… Pois a pior coisa que tem no mundo é fazer coisas sem vontade. A gente não se doa, não recebe e não aproveita as maravilhas do momento. 
          Quando nos mantemos em relações que não tem mais o que proporcionar, porque temos medo de sair delas, fechamos as portas para que outras coisas incríveis aconteçam. Vale a reflexão. 

          Um beijo, e até semana que vem.






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