terça-feira, 11 de agosto de 2015

Sobre pais... mais um texto dedicado às muitas mulheres que conheci em minhas andanças.

          Oi gente, 

          Olha eu aqui outra vez! :)

          Na semana do dia das mães, fiz um post em homenagem a minha rainha master e absoluta, e como domingo foi dia dos pais, nada mais justo do que falar sobre o assunto por aqui. Gostaria não somente homenagear ao meu pai, mas também falar de algumas outras questões que permeiam o tema.
          Não é segredo pra ninguém que eu sou filha de pais separados, e que fui criada pela minha mãe, que por muito tempo assumiu função dupla para dar conta da criação de duas meninas. Por anos eu remoí uma mágoa sem tamanho, por não achar justo não ter meu pai mais presente na minha vida.
          Hoje, mágoas passadas, e com a clareza que a idade me trouxe, vejo que muito do que fiz, falei, esbravejei ou rebelei, não passou de tempestade em copo d’água (foi birra de adolescente mesmo), e hoje me dou super bem com meu coroa. Temos uma relação bem próxima, de parceria, e sei que do jeito meio torto dele, ele me ama, e eu da mesma forma, do meu jeito meio torto, o amo também - somos parecidos até na rabugice. 
          O fato, é que ausências paternas na infância/adolescência, podem trazer inúmeras consequências na vida adulta de uma mulher, que pude observar em mim e também em outras mulheres que viveram a mesma situação que eu. Não estou falando como profissional da área terapêutica, até porque não sou. Falo como alguém que conseguiu ver além do caos e ter algumas percepções que me tiraram de um looping, que sempre me levava a me relacionar (não falo só em relacionamentos amorosos) ou procurar em outras pessoas (homens) um pouco da imagem paterna. 
          Muitas mulheres vêem seus relacionamento afundarem, porque de uma forma ou de outra resolveram se envolver com pessoas que tinham potencial para suprir a carência da figura do pai. Alguém que pudesse cuidar delas, protegê-las, prover suas necessidades, e se desapontam quando descobrem que os carinhas que elas viam como perfeitos, na verdade são normais, de carne e osso, e que nem sempre estarão dispostos ou terão condições de suprir todas essas carências. E o pior de tudo é que, na maioria das vezes, elas fazem isso de forma inconsciente. 
          Outras não conseguem manter seus relacionamentos, porque estão sempre agarradas à imagem de sofrimento e infelicidade de suas mães, que viveram um casamento descontente. Acreditam que todos os homens são iguais e que isso em algum momento VAI acontecer com elas. Essas mulheres procuram defeitos nos seus respectivos até encontrar, e quando finalmente acham, dizem pra todo mundo ouvir, como forma de argumento: “EU NÃO DISSE? SÃO TODOS IGUAIS”.
          Então vamos as minhas considerações:

          Caso 1: Gata, você não é a princesa presa na torre do castelo, que precisa ser salva, ok? Você é uma MULHER adulta, com plena capacidade de autorrealização. Capaz de se suprir, de se cuidar, de se prover. Ter alguém ao nosso lado ajuda? Claro que sim! Ter um companheiro é maravilhoso, e não um substituto de pai, que vai vai passar a mão na sua cabeça, e muito menos um príncipe encantado, que vai te salvar da bruxa má. Uma coisa é ter uma pessoa que caminhe junto com você, outra coisa é manter uma relação de dependência, onde você joga no outro a responsabilidade pela sua sobrevivência, e mais do que isso, joga a responsabilidade pela sua felicidade.
          Aí, vai que um dia o carinha cansa e mete o pé. Você vai fazer o que? Sentar e chorar, né? Ainda vai falar que ele não presta, que te abandonou, que você deixou de fazer tudo por ele, e que agora não tem mais como viver. Mulher precisa ser independente antes de qualquer coisa, e isso eu aprendi desde cedo. Tem que trabalhar sim, tem que viver sim, tem que sair sim, ter tempo para as amigas sim, porque manter a individualidade de cada um em um relacionamento é um dos segredos para uma convivência saudável e feliz.

          Caso 2: Olha, por experiência própria, querida, te falo que as pessoas são diferentes, e essa é a maior maravilha da raça humana. Ninguém é igual a ninguém, e não dá pra prever o nosso futuro, se agarrando aos sofrimentos do passado, mesmo que esse sofrimento não tenha sido seu. Homens canalhas existem? Claro que sim, assim como também existem mulheres canalhas. Isso se chama caráter, e não característica de gênero. Abrir-se para novas possibilidades, sabendo que todo mundo tem defeitos, inclusive você, e saber tolerar as diferenças, é uma forma de fortalecer os laços.
          Além do mais, eu acredito muito em Lei da Atração, e de tanto você dizer para o mundo inteiro que não existe homem legal, e que só te aparece tranqueira, é só isso mesmo que vai te aparecer. É a esse tipo de pessoa que você estará conectada. Experimente mudar sua forma de pensar, e veja se algo acontece. Por que, no lugar de focar nos defeitos, você não se agarra às qualidades? Pode ser uma boa forma de começar a mudar as coisas. E se no fim, a parte boa for maior que a ruim, você já estará no lucro, pois no fim das contas, não existe relacionamento 100% perfeito.

          O mais importante para sair do looping que falei ali em cima, que carinhosamente chamo de looping do espelho, que é quando a gente reflete a imagem ou o comportamento de alguém em outras pessoas, é entender que a nossa vida é a nossa vida, que a vida da nossa mãe é a da nossa mãe, que pai, por mais ausente que tenha sido não pode ser substituído por nenhum companheiro que tenhamos, e que se nos quisermos mudar algo, e construir relacionamentos melhores, precisamos também mudar, e nos conectar com uma nova forma de pensar. Amor próprio em primeiro lugar, depois tudo se encaminha…


          Um beijo, e até a próxima semana.

          Ah! E aproveitando a oportunidade, gostaria de apresentá-los o senhor meu pai. :) O velho mais turrão e sacana que conheço, mas que amo demais. 



Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...