terça-feira, 7 de julho de 2015

Sobre envelhecer...

     Oi gente! Voltei!!!

     Como sexta-feira foi meu aniversário, o assunto de hoje não poderia ser outro. Não o meu aniversário em si, e sim sobre a carga que a ideia de envelhecer carrega, e que pode ser tanto negativa, quanto positiva.
     Fazer aniversário, para alguns, é ruim. Tem muitas pessoas que nem comemoram, pois cada ano que passa, sentem o peso da idade, e também da frustração, por ainda não terem alcançado seus objetivos de vida, ou por tantos outros motivos pessoais, sejam eles uma mágoa, uma dor, problemas de relacionamento com elas e com o mundo... E eu, por muito tempo, fiz parte desse time.
     Não gostava de aniversário por achar que isso representava menos um ano da minha vida, pois mais um ano havia se passado e eu ainda não estava milionária (Sério! Eu tinha planos de ficar milionária até os 25 anos), e também porque tinha relações interpessoais mal resolvidas, principalmente com um ser chamado pai, que nunca lembrava de mim em nenhuma data emotiva.
     Com o passar dos anos, a vida me deu alguns insights, e então foi se mostrando mais doce, e eu mais receptiva, mas só pude perceber isso com a maturidade dos novos anos que vinham. Aprendi que envelhecer é uma dádiva... Aprendi a cuidar de mim, para amenizar o peso e as dores que a vida, como forma de ensinamento, as vezes pode trazer. E por falar em vida, aprendi a vê-la sob uma nova perspectiva, mais leve, menos capitalista, mais interessada na essência do que na matéria.
     E cá pra nós, o tempo foi muito gentil comigo. Me sinto muito melhor hoje do que há anos atrás. Me sinto mais mulher, mais feminina, mais humana. Sou mais feliz! Engraçado, que no dia do meu aniversário, um amigo me ligou, e falamos exatamente sobre isso. Como a gente era ruinzinho, né, Xúlio! Hehehe (eu com meu corte de cabelo, super moderno (#sqn), super breguinha... E ele magro, que doía).
     Hoje, faço questão de celebrar a vida. Celebrar aniversário, ou melhor dizendo, o ano novo pessoal, para mim é um rito necessário, onde tenho a oportunidade de rever o ano que passou, o que conquistei, o que ainda quero conquistar, e o que não importa mais. Mudo de ideia com frequência, não por falta de foco, mas  porque a simplicidade se tornou lema - se não for pra agregar, e só for entulhar, penso duas vezes antes de realizar.
     Percebi que essa mudança de pensamento, e de comportamento, se deu principalmente por eu ter me resolvido, antes de mais nada, comigo mesma, por ter feito as pazes com a minha vida, e por ter parado de só reclamar dela. Fazer as pazes com meu passado, com meu pai, e ter decidido abandonar as mágoas também ajudou. Demagogia minha dizer que esqueci das amarguras que passei, mas digo, de coração, que o que passei não importa mais. A vida é curta pra ficar remoendo pequenas questões, mas é muito longa pra quem não sabe aproveitar os bons momentos, pra quem só enxerga o que é ruim, pois pra essas pessoas, cada segundo de insatisfação é uma eternidade.
     Não sei bem dizer quando essa mudança de pensamento aconteceu, mas que bom que aconteceu! Foi - e é -um processo lento, mas quando você entende, tudo clareia. Talvez essa mudança tenha sido "culpa" dos caminhos que escolhi, dos lugares que andei, dos livros que li, das pessoas que conheci... Um pouquinho de cada coisa. A única coisa que sei, foi que ver a vida de forma mais positiva a fez mais fácil de levar. A vida não é um fardo, a vida é um presente. E eu escolhi viver mais, e me queixar menos. Escolhi ver o copo meio cheio, em vez de vê-lo meio vazio, e isso fez toda a diferença.
     No mais, se a vida lhe der um limões, põe cachaça e faz uma caipirinha, sem açúcar, por favor!
     E feliz ano novo pessoal para mim! Êêêêêê!!!!




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