quarta-feira, 15 de julho de 2015

Saia da zona de conforto nos investimentos






         Neste ultimo domingo li um lindo texto da Martha Medeiros intitulado “Ainda dá tempo pra tudo.” O texto cita uma frase do capítulo da novela das seis que dizia ”ainda dá tempo pra tudo, basta a gente querer.” O texto da Martha é inspirador e nos motiva à sairmos da zona de conforto, da inercia desde que queiramos realmente sair dela.
Com certa frequência, vejo pessoas questionando a rentabilidade dos seus investimentos, suas insatisfações por ganharem pouco com aquelas aplicações, dado que quando o valor vai para um empréstimo os juros cobrados são bem maiores.
Mas aí eu pergunto, qual foi o movimento feito para realmente saírem de suas aplicações em poupança ou em fundos DI/Renda Fixa com altíssimas taxas de administração que consomem parte da rentabilidade? Nada! Não procuraram o gerente do banco (aqui vai um alerta – não espere que o banco vá alertá-lo para isso) e nem um planejador financeiro que pudessem dar orientação, claro que respeitando sempre o perfil de risco.
E o mesmo vale para os fundos de previdência e ações. Os fundos de previdência contam com os custos de taxa de administração, além dos da taxa de carregamento¹ e/ou taxa de saída², que a maioria tem nos grandes bancos. Todas estas despesas, muitas vezes, fazem com que rendam abaixo da poupança. Dá uma olhada lá nas rentabilidades bruta e líquida da sua previdência privada...
E nos de ações, especialmente os de gestão passiva, aqueles onde acompanham os índices do mercado, as taxas de administração altas são tão abusivas que dificilmente o investidor obterá um resultado tão próximo ao indexador.
O custo pela passividade nos investimentos é grande quando deixamos de aproveitar oportunidades de perfis semelhantes, às vezes dentro do mesmo banco, porém com custos bem menores.
No quadro abaixo, selecionei três fundos DI de uma conhecida instituição, sendo diferentes nos valores mínimos e nas taxas de administração. Incluí a nossa famosa poupança (atentem ao custo pela comodidade e o conforto no que nos é conhecido) e Título Público – Tesouro Selic (LFT).

Aplicação Inicial
Taxa de Administração
Rentabilidade Ano
Fundo DI A
R$ 100,00
2,5% a.a.
4,73%
Fundo DI B
R$ 5.000,00
1,60% a.a.
5,18%
Fundo DI C
R$ 100.000,00
1% a.a.
5,50%
Poupança
Livre
 -
3,70%
Tesouro Selic (LFT)
R$ 30,00
0,30% a.a.
5,85%
Rentabilidades brutas até 30/06/2015


Podemos observar que apesar dos fundos terem a mesma estratégia de gestão, o peso da taxa de administração contribui bastante.
Mas meu caro, você não precisa ter um valor alto para investir e nem se contentar com o pífio retorno da poupança para obter bons rendimentos! Com o valor mínimo de R$ 30,00 já é possível adquirir papéis do governo brasileiro, através do Tesouro Direto - um programa de negociação de títulos públicos por meio da internet. Para o pequeno investidor, o Tesouro Direto é uma ótima opção de investimento segura e baixo custo.
No site do Tesouro Direto é possível conhecer os títulos públicos disponíveis e suas características. (http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-entenda-cada-titulo-no-detalhe). Neste link você encontra um vídeo com as novidades do Tesouro Direto: https://youtu.be/IFWy0Qe8seg.
E nem cheguei a descontar a inflação, determinante para definir nosso poder de compra. Se a cada dia os preços estão subindo, o que comprávamos com R$ 50,00 no mês passado, no seguinte compraremos menos. E assim segue para os investimentos, precisamos ficar atentos aos riscos e aos retornos das nossas aplicações, principalmente quando estamos num ambiente de alta de inflação corrente.
Em nosso exemplo acima, a rentabilidade da poupança até junho foi de 3,70%, a inflação foi de 6,17%, ou seja, a rentabilidade real (aquela, quando descontamos a inflação) na poupança foi de -2,33%! Quem está com dinheiro na poupança está perdendo o poder de compra! Move on, people!!!
Já para os fundos DI nem todos têm perdas tão expressivas para inflação quanto os citados, alguns bancos de investimentos os disponibilizam com taxas de administração que giram em torno de 0,30% a 0,50% ao ano, o que permite que apresentem bons resultados. Quanto aos tíquetes de entrada são entre R$ 1mil e R$ 10 mil.
Ou seja, minha gente, ter o discurso pronto é simples, mas agir é o que distinguirá seu retorno abaixo ou acima da inflação e poderá garantir ganhos bem superiores no futuro realizando sua independência financeira.
         E como escreveu Martha Medeiros no final do texto: “Você respira? Então ainda dá.”

¹ Percentual descontado no momento da aplicação.
² Percentual descontado no momento do resgate.    


Para os esperançosos, como eu, segue o texto da Martha Medeiros...
“AINDA DÁ TEMPO PRA TUDO 
(Martha Medeiros)

O que dizer de Sete Vidas, que acabou de terminar e já deixa saudades? Lícia Manzo, essa autora espetacular que deveria escrever três novelas por ano, em vez de uma a cada três anos, nos ofertou um texto impecável do começo ao fim, mas vou me restringir a uma única frase, uma frase banal que ela colocou na boca de um personagem no capítulo de ontem: “ainda dá tempo pra tudo, basta a gente querer”. Se eu dissesse que foi Aristóteles, Nietzche, Sêneca que disse isso, você acreditaria? Acreditaria. Mas foi Lícia Manzo, em seu ofício mundano.
Ainda dá tempo pra tudo. 
Pode o céu estar fechado neste instante, mas uma hora abre, não falha. Pouco importa sua idade: você está vivo. Então ainda dá tempo para você reatar, dá tempo para você terminar uma relação ruim e começar outra, dá tempo de pedir perdão ou de colocar uma pedra sobre o assunto que incomoda, dá tempo de ter um relacionamento mais leve e prazeroso, e indo além das questões amorosas: dá tempo de conhecer a Ásia, de escrever suas memórias, de mergulhar no mar à noite, de aprender a cozinhar, de falar italiano, de fazer diferença, de começar uma coleção. Se me permite uma sugestão: colecione inúmeras ”primeiras vezes”. Todas as primeiras vezes que você tem evitado porque não simpatiza com mudanças.
Aqui entra a segunda parte da frase: basta a gente querer.
É a parte mais difícil: querer. Porque querer dá trabalho. Querer convoca à ação. Te arranca debaixo das cobertas. Querer pressupõe suor, planejamento, esforço, risco. O querer te cobra, te aponta o dedo, e aí, criatura? Quis tanto e não batalhou? Querer te chama para o combate. E lá vai você.
Queira. Não se contente com o que já tem. Ou com o que nunca teve. Queira mais, queira melhor, queira o impossível, queira sem garantia de ser bem sucedido, simplesmente queira tanto, mas tanto, a ponto de emitir sinais – alguém há de captá-los.
Recado para os cansados: ainda dá tempo. Para os desiludidos: ainda dá tempo. Para os frustrados: ainda dá tempo. Para os desistentes: tente um pouco mais. Você respira? Então ainda dá.”

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