quarta-feira, 8 de julho de 2015

Desemprego: como podemos enfrentá-lo?


Hoje vamos falar de um assunto que vem assombrando cada vez mais de perto os lares de várias famílias, o desemprego e como podemos enfrentá-lo.
No início de junho, o IBGE divulgou que o desemprego ficou em 8% no trimestre até abril, o que representa a maior taxa para o período desde o começo da pesquisa em 2012.
Tenho lido com muita frequência nos jornais que diversas empresas dos mais variados setores estão demitindo, dando férias coletivas ou fazendo layoff. ¹ São milhares de pessoas desempregadas em cada uma destas grandes empresas, porém, infelizmente, a crise não tem afetado somente as grandes, mas as pequenas também. O pequeno e micro empresários são impactados mais diretamente, pois eles não têm as facilidades dos financiamentos para obtenção de créditos como as grandes e assim não conseguem manter seus negócios e acabam demitindo seus funcionários.
E o que isso tudo do mundo empresarial tem a ver com a nossa coluna semanal sobre finanças pessoais? Pois é, a minha intenção é atentá-lo para os reflexos da crise no mercado de trabalho. Ele é o primeiro a sofrer e o último a se recuperar.
Quando uma empresa encerra suas atividades, como aconteceu recentemente aqui em Niterói, com um dos maiores estaleiros do país, o impacto não ocorre “somente” nos que estavam empregados lá, mas sim para todos que, de alguma maneira, tinham vínculos com aqueles funcionários. Por exemplo, as empresas contratadas para fazerem as refeições para os funcionários, os transportes, os serviços de assistências médicas e odontológicas. Ou seja, para cada empresa que demite dois mil funcionários, há toda uma rede de fornecedores em cadeia que sentirá os efeitos destas demissões.
Como não sei exatamente em que situação cada empresa está, o que recomendo é muita cautela no seu consumo, pois as empresas estão, no geral, procurando reduzir as despesas, dado que os custos indiretos, como luz e impostos subiram bem.
Então, meu povo:

  • Nada de assumir grandes dívidas;
  • Consumo totalmente consistente;
  • Aproveite para fazer as maiores reservas possíveis. Olha aí a importância de haver SEMPRE a reserva financeira para as emergências!
  • Investimentos menos arriscados, onde possam se proteger da inflação. Em 12 meses, ela está acumulada em 8,89%, isto nos torna todos mais pobres e nosso poder de compra menor.
Mas como sabemos, toda crise é passageira, depende de como a vemos e, a partir daí, podemos criar oportunidades. Para isso, precisamos usar a criatividade. Acredito que mesmo que esteja empregado numa empresa pública ou privada deva aproveitar para sempre buscar se atualizar. Os cursos on-line são as portas mais acessíveis para este caminho.
E se acontecer de ser demitido analise todas as suas despesas e decida o que será logo cortado:

  • TV por assinatura, academia, refeições fora de casa (em Niterói custa em média  R$ 33,61 – prato executivo²), entretenimento...
  •  Sem rodeios ou segredos falar francamente com todos da família a real situação financeira;
 Infelizmente, não sabemos por quanto tempo ficará sem renda recorrente.

  • Se tiver vale alimentação aproveite para comprar produtos de limpeza ou itens que tenham maior validade, claro, evitando, os supérfluos.
  • Se receber o Fundo de Garantia use-o para abater ou quitar dívidas. O quanto antes se livrar ou reduzi-las será melhor.
  • Precisará estabelecer um novo padrão de vida.
  • Esteja ciente que a remuneração oferecida poderá estar aquém da recebida anteriormente, estamos num patamar inferior da economia, avalie mais a oportunidade de emprego e o potencial na oferta num período tão difícil de recolocação.
  • Negócio Próprio: esta opção é bem interessante, porém a economia está em recessão. A recomendação é aguardar um pouco mais até o final de 2016, quando esperamos que a atividade econômica melhore.
  • Aperfeiçoar-se: enquanto isso, procure fazer cursos para empreendedores e não deixe de manter-se atualizado na sua área e com sua rede de contatos. Importante, principalmente, caso queira voltar para sua antiga atividade.
     Agora, é perseverar, ter paciência e aguardar a economia voltar, porque vai voltar e melhorar! É mais uma crise e passará, vamos tirar os melhores ensinamentos dela!
¹ Trata-se da suspensão temporária do contrato de trabalho, em prazo de dois a cinco meses, para requalificação e treinamento de funcionários; Nesse período, o trabalhador não receberá seu salário; a empresa pode, voluntariamente, manter benefícios como plano de saúde e seguro de vida; O empregador é obrigado, neste período, a fornecer aos funcionários afastados treinamentos de requalificação. Fonte: http://jornalcontabil.com.br/
² Fonte: Datafolha: Gasto médio para comer fora de casa-Niterói para prato executivo. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/04/1435330-brasileiro-gasta-em-media-r-663-por-mes-com-almoco-fora-de-casa.shtml



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