terça-feira, 5 de maio de 2015

Sobre empreender...

     Oi gente, tudo bem?

     Sei que vocês já estavam mega ansiosos perguntando “Cadê a Flavia? Será que hoje ela não vem?” (deixa eu me achar famosa, hehehe). Mas a verdade é que a última semana foi bem difícil. Eu fiquei muito mal, e ainda estou, derrubada com uma gripe daquelas. No entanto esse não foi o único motivo do meu atraso. 
     Seguindo meu cronograma, hoje era dia de falar sobre empreendedorismo. Definição, conceitos, características do empreendedor... No entanto, ao terminar o texto, vi que ele estava ficando muito técnico, cheio de informações que poderiam até ser úteis, mas faltava a minha essência. Estava faltando paixão. E se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos meses, é que tudo tem que ter paixão, tem que me tocar, senão, meus amigos, não rola.
     Aí, eu fiquei pensando muito sobre o que esse tal de empreendedorismo tem a ver comigo, o quanto ele está envolvido na minha vida, e principalmente, o motivo pelo qual eu queria falar dele, porque apesar de estar em alta, já é um assunto que me rodeia há alguns anos, e por onde quer que eu ande, ele está lá, escancarado ou escondidinho, seja num curso, nas minhas relações pessoais, leituras, projetos, trabalho, etc. 
     Sempre tive muita dificuldade em me enquadrar em alguns padrões, assim como não me agradava o fato de ter que acordar cedo, seguir o fluxo de gente que se amontoa nos transportes de massa para chegar ao trabalho, executar tarefas preestabelecidas por alguém, mesmo não sabendo direito o porque de se fazer aquilo, em troca de um salário, que servia basicamente para minha sobrevivência. Mas mesmo assim o fiz, desde que minha carteira profissional foi assinada pela primeira vez. E por que eu fiz isso durante tanto tempo apesar de não gostar? Ora! Porque eu aceitei como verdade absoluta, quando me disseram que as pessoas só podiam viver, ter sua independência ou conquistar suas coisas se trabalhassem como assalariadas, ou seja, em troca de um salário, independente do valor. 
     Hoje sei que esse é o caminho mais fácil para muitos, pois só te consome o esforço de executar algumas tarefas, os erros dificilmente são fatais e quase não é preciso se arriscar. Não culpo as pessoas que me ensinaram assim, afinal, essa é a realidade do mundo. É o que eu chamo de círculo do dinheiro. As pessoas trabalham, recebem por isso, gastam seu dinheiro com uma infinidade de contas feitas previamente e se sobrar algum dinheiro, ou tempo, elas se divertem ou investem em si mesmas. O problema é quando não sobra, e no meu caso, quase nunca sobrava. Por isso minha busca era sempre por empregos que pudessem me oferecer salários melhores, e quando eu os conseguia, minhas despesas também aumentavam, proporcionalmente.
     Isso me me incomodava muito, e eu sempre pensava num jeito de sair dessa roda maluca, que mais pra frente, lendo o livro "Pai Rico, Pai Pobre”, não só descobri que muitas pessoas viviam isso, mas também que esse movimento tinha até um nome. Se chamava "corrida dos ratos”, por lembrar o movimento dos ratinhos de laboratório naquelas rodinhas, que correm, correm, mas não chegam a lugar nenhum.
     Essa minha insatisfação se uniu a um desejo antigo de ter um negócio, mas na época, minha ideia de ter um negócio era que eu seria dona da empresa, que teria empregados e que não teria trabalho nenhum. Ahahahahaha, doce ilusão! Descobri muito tempo depois que teria mais trabalho como dona de um negócio do que como empregada, mas aí já era tarde, pois a sementinha do empreendedorismo já estava plantada dentro de mim. Já fazem uns 3 anos que estudo o assunto. 
      Me dediquei a pesquisar possibilidades que me ajudassem a sair dessa corrida maluca, fosse trabalhando de casa, tendo meu próprio negócio, ou coisas do tipo, e nesse tempo, conheci muitos cases de sucesso. Pessoas que me inspiraram, e me inspiram até hoje, e mais do que isso, me ensinaram a pensar fora da caixinha. Um desses casos foi o do empreendedor master ultra bem sucedido, Flávio Augusto, hoje dono do Orlando City, time de futebol em que joga o Kaká, e criador do projeto Geração de Valor
     Além da forma simples e didática que ele trata o assunto, outra coisa que me impressionou no Flávio foi a história dele. O cara veio de um bairro em tão tão distante, na periferia do Rio, de família de classe média baixa e construiu um verdadeiro império. A história dele em si já é uma baita lição do que é ter espírito empreendedor. Mas aí você deve estar falando assim: “Mas, Flavia, o cara é um ponto fora da curva.” Sim! Ele é um ponto fora da curva. E é por isso que eu preciso me inspirar nele. Isso é ser empreendedor. É pensar fora da caixinha, é não ser mais do mesmo, é querer ter um negócio, que por mais que existam concorrentes, conseguir imprimir sua marca ali, fazer história, entendeu?
     Voltando ao Flávio… O cara vendia curso de inglês, pelo telefone (pelo orelhão do Santos Dumont, para ser mais exata, pois ele não tinha escritório), em troca de comissão, e com a visão que ele já tinha na época, conseguiu montar sua própria escola de idiomas, fazendo uma dívida no cheque especial. Loucura? Pode ser que sim, mas deu certo, e hoje o cara está aí, milionário, mandando e desmandando, sendo bom em qualquer coisa que ele se propõe a fazer.
     Não importa quantas vezes eu ouço a história dele, eu sempre me emociono e choro mesmo. Hoje falo que um dos meus projetos de vida é conhecê-lo pessoalmente e dizer o quanto ele foi importante em minha decisão de empreender. Acho sempre válido encontrar pessoas em que a gente pode se inspirar. Já falei da Paula Abreu, no post anterior, agora do Flávio, e sempre que encontrar algo ou alguém que acredito ser importante, ou que vai agregar para vocês, podem ter certeza que vou compartilhar.
     Desculpem se o texto ficou longo, mas veio do coração. Aqui em baixo deixarei dois vídeos. Um é o teaser do livro Geração de Valor, que conta um pouquinho a história do Flávio Augusto, e o outro, foi o primeiro vídeo do GV que eu assisti, e que fez com que a minha vontade de ser empreendedora virasse uma meta de vida. Espero que tenha sido produtivo. 

     A gente se vê. ;)


Teaser do livro Geração de Valor, que conta um pouquinho da história do Flávio.



Primeiro vídeo do GV que assisti.






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