quinta-feira, 14 de maio de 2015

Novo feminismo, liberdade de escolha, #manifesto787, Beyoncé, Jout Jout... É tanta coisa que não consigo rotular.

   



Oi gente, tudo bem?

     Como vocês viram, meu post anterior foi uma singela homenagem para minha mãezinha, mas eu tinha outra pauta para essa semana, e o bichinho da criatividade já estava gritando aqui dentro, pedindo pra ser colocado novamente na roda, pra falar de um assunto que tem me tocado bastante. Por isso, essa semana tem post extra (êêêêê. Aplausos, chapeuzinho de festa com confete). Um pouco polêmico, talvez, mas necessário. Quero esclarecer, antes de mais nada, que tudo que vocês lerão aqui são apenas impressões dessa humilde criativa que vos comunica.
     Há algum tempo, venho me envolvendo, quase que intuitivamente, em projetos e iniciativas voltados exclusivamente para mulheres, como é o caso o meu projeto de TCC, que visa facilitar a criação de uma ONG que ajude a gerar renda para mulheres através do reaproveitamento de resíduos de confecções e o #mulheresnocomando, que é um projeto de de suporte e apoio para mulheres empreendedoras. Desde então, venho refletindo sobre o meu papel como mulher na sociedade, na minha comunidade, na minha casa, no meu relacionamento, e principalmente no meu papel como mulher para mim mesma.
     Sempre pensei sobre isso, mas poucas vezes me coloquei a respeito. Não por medo de gerar polêmica, e sim, porque na maioria das vezes eu mesma tinha dúvidas sobre o meu papel, por me ver não como mulher, e o homem como homem, mas por nos vermos como indivíduos, como seres humanos. Esse tal sexismo era algo meio utópico na minha cabeça. Eu nunca vivenciei uma situação onde ganhava menos por ser mulher, ou era tratada de forma diferente por ser mulher. A expressão "primeiro as damas" sempre me soou como gentileza, e não sinônimo de fraqueza. Comecei a trabalhar muito nova, saí de casa cedo e o fato de ser mulher em nenhum momento me diminuiu, ou me tirou oportunidades. Aí você deve estar pensando: "Nossa! Que tapada." E talvez seja isso mesmo. Mas ninguém pode me julgar, porque essa foi a MINHA realidade, e eu sei que a de um monte de gente foi bem diferente.
     De repente, me vejo cercada de pessoas engajadas na causa, com pensamentos muito interessantes, embora muitas vezes radicais para mim. Quando a gente escuta o termo feminista, já associa logo a mulher masculinizada, que não se depila e não quer ter filhos, mas as pessoas que estavam me falando de feminismo eram tão bonitas, e femininas. Então percebi que era hora de me atualizar, e entender que forças eram essas, que brigas eram essas, e indo um pouco além, que diferenças eram essas. 
     Buscando em meus arquivos da caixola, comecei a lembrar das inúmeras vezes que fui assediada na rua com termos grosseiros - eu ODEIO ser chamada de gostosa na rua, com olhares maldosos quando andava de short, por velhos tarados (e por jovens também) e como isso me fazia sentir diminuída, como se eu fosse um pedaço de carne. Lembrei também que quando eu era criança, as pessoas diziam que eu tinha que brincar com brinquedos de menina, me comportar como uma menina, ter modos de menina. Um pouco mais crescida, as pessoas me falavam que quem usava batom vermelho era puta e que os meninos não namoravam com meninas rodadas. Meu Deus! Que raiva eu senti... Como me angustiou saber que esses rótulos eram passados implicitamente, e que inconscientemente eu me condicionei a aceitar imposições a cerca do corpo, da sexualidade e da vida. 
     Dia desses estava lendo uma matéria no site M de Mulher, que falava sobre o novo feminismo e a importância da liberdade de escolha. A matéria contava que a Beyoncé é uma representante dessa corrente, com uma banda formada só por mulheres e homenageando mulheres, com uma música que diz que quem manda no mundo são as garotas, no maior estilo girl power. No entanto, a Beyoncé tem sido criticada por feministas radicais, que dizem que posar sexy, pintar o cabelo de loiro e ter um show entitulado com o sobrenome do marido vai contra o que o movimento defende. A matéria levantou uma questão bem bacana. MAS POR QUE NÃO PODE? Sou mulher e quero ser mãe, sou mulher e tenho um companheiro incrível, por quem sou apaixonada e vivo em harmonia e sem competições pra saber quem manda em casa. Sou mulher, e pinto o cabelo de loiro, não por padrão de beleza, mas porque me sinto linda loira, e ponto.
     Ontem, quando eu estava voltando da aula, Thompson me mandou uma imagem do Instagram com a hashtag #manifesto787 , de meninas usando uma camiseta com a frase "Porque eu não sou obrigada". Achei incrível e fui ver do que se tratava. Em conversa com o pessoal da marca 787 shirts, criadora do manifesto, eles me explicaram que essa ação tinha como objetivo mostrar que ninguém é obrigado a nada nessa vida para ser feliz e se sentir bem. Ninguém é obrigada a ser loira, mas se quiser tudo bem, ninguém é obrigado a ser alta, magra e de olhos azuis para ser linda. E é isso, gente! Ninguém é obrigado a estar sempre arrumada, impecável, com os cabelos da Gisele. Ninguém é obrigado a casar, ter filhos, ser rico, ser heterosexual, mas se quiser, qual o problema? O importante nisso tudo é ter liberdade de escolha, e mais importante ainda é respeitar a liberdade de escolha do coleguinha. Como diz a Jout Jout, vamos nos amar virtualmente. Hehehe.
     Pelo direito de usar a roupa que eu quiser, sem ser devorada pelos os olhos de homens imaturos que parecem nunca ter visto um par de pernas desnudas, pelo direito de usar batom vermelho, azul ou roxo, sem ser taxada de piranha, pelo direito de ser rodada, redonda ou quadrada. Pelo direito de ter quilos a mais, ou a menos, pelo direito de me sentir linda loira ou morena, enfim, pelo meu direito. Essa é a minha luta. 
     Além dos links que deixei por aí, tem um vídeos da Jout Jout, que e uma menina incrível, e se você não conhece, tá perdendo. É um vídeo lindo que acho digno de ser compartilhado, porque ele toca fundo na ferida. Fala sobre relacionamentos abusivos, mas veja bem: embora o vídeo fale de relacionamentos afetivos, eu estou falando de relacionamentos no geral. Vou deixar aqui embaixo. E o clip da Beyoncé pra dar uma animada no dia também. E por hoje é isso. Beijo, gente.

     A gente se vê... ;)













     
    

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