terça-feira, 12 de maio de 2015

No pós dia das mães, o assunto não poderia ser outro...

     Oi gente, tudo bem?

     Esse não era o assunto de hoje, mas depois de um dia das mães cheio de emoções, seria impossível passar por aqui essa semana e não falar sobre mães.
     Há tempos venho repensado a maternidade, e mais do que isso, venho tentando entender da onde vem esse amor incondicional, que está acima de qualquer coisa, e que por mais que a gente ame algo, ou alguém, jamais conseguiremos sentir o que as mães sentem, até que a gente seja mãe. Isso é muito doido, pois por mais que eu ame minha mãe, ame meu marido, ame meus sobrinhos, o amor das mães é diferente. 
     Já não moro com a minha mãe ha quase dez anos. Hoje vivo no Rio e ela no interior, e não nos vemos com tanta frequência. A cada ano que passa o tempo fica mais apertado, seja porque estou trabalhando demais, ou porque estou estudando demais, ou porque as vezes a grana fica curta mesmo e não dá pra viajar, mas o fato é que quando a gente se encontra, ela, com toda sua simplicidade, me surpreende, e me transforma um pouco por dentro.
     Minha mãe não tem muito estudo, mas é de uma inteligência ímpar. Minha mãe não teve muitas oportunidades da vida, mas fez de tudo para que minha vida fosse melhor do que a que ela teve. Minha mãe sofreu demais nessa vida, e tudo que ela sempre quis para mim, era felicidade, por mais que eu não entendesse a maneira dela de buscar isso, mas a intenção sempre foi nobre.
     Posso dizer que não fui "o" exemplo de filha, e se pudesse voltar no tempo, muita coisa seria diferente, pois consigo perceber quantas vezes negligenciei suas necessidades, e quantas vezes ela abriu mão de coisas para que eu as pudesse ter. Achava chatice quando ela me pedia para ter cuidado com as companhias, mas não percebia que os anos a mais lhe deram experiência e conhecimento sobre as coisas, e sobre as pessoas. Não dava ouvidos às suas recomendações, dizia que era implicância e que ela não queria que eu fosse feliz, mas hoje percebo que teria quebrado muito menos a cara, o coração e até o bolso, se eu a tivesse escutado.
     Quando saí de casa, vi a falta que ela me fazia, então comecei a pensar na falta que fiz a ela, mesmo estando perto, morando junto, pois dificilmente eu estava presente. Queria ter o poder de voltar no tempo, e ser uma filha melhor, mas não posso. O que posso fazer agora, é ser a melhor filha que ela poderia querer até o dia em que ela partir, porque infelizmente mãe não vive para sempre, mas deveria, tipo Highlander, o guerreiro imortal, sabe? Mas não é. :(
     Hoje tento dar de tudo para ela. Todo meu amor, carinho e dedicação. Preciso retribuir esse amor, que muitas vezes não foi correspondido, ou compreendido por mim. Meus dias com ela são sempre únicos. Ela adora quando eu a ensino algo novo ou a levo em algum lugar diferente, seja num shopping da Barra, ou no Mercadão de Madureira (aliás, eita mulher muambeira!) 
     Esse fim de semana eu a flagrei com os olhos marejados, enquanto eu costurava meus bonecos. Foi então que ela me disse que estava passando um filme na cabeça dela. Ela me contou que a minha avó fazia bonecos também, e me ver ali sentada costurando a emocionou, pois trazia lembranças da sua infância sofrida. E é claro que eu caí no choro, pra variar. 
     Sentar com ela pra tomar um chopp, ou pra ver TV (ela sempre dorme), foram os melhores programas que eu poderia querer nesse dias das mães. Tenho que confessar uma coisa: quando vou visitá-la, eu ainda durmo com ela, e me sinto tão segura, mesmo ela sendo uma frágil senhora de um metro e meio. Apesar da pouca estatura, foi a maior mulher que já conheci. Ela moveu céus e terras para que eu pudesse estar aqui, e a coisa mais importante, não cortou as minhas asas quando eu quis voar. 
     Quero ainda que ela viva por muito tempo. Quero ter filhos, e quero que ela conviva com eles. Dizem que avó é mãe duas vezes, então, que ela seja quatro, cinco ou seis. Se eu me esforçar pelos meus filhos a metade do que ela se esforçou por mim, eles já serão pessoas maravilhosas, se eu fizer por eles a metade do que ela fez por mim, eles já terão muito. Não que eu vá dar menos a eles do que recebi dela, mas é que ela fez tanto por mim, que eu não sei se tenho capacidade de ser ao menos parecida.
     Só tenho uma coisa a dizer, e isso é para ela: Me desculpe, mamãe por ter demorado tanto a entender o seu jeito de amar, e por ter que ter saído debaixo das suas asas pra perceber a importância que você tem, e a falta que você me faz.
     Tem uma música que sempre me faz lembra a D. Vera. Ventania, do Pedro Mariano. É essa aqui embaixo. E pra quem ficou curioso em conhecer a minha mami poderosa, a foto dela está aqui embaixo também. Por hoje é isso. 
     Vejo vocês em breve. :)







     

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...