terça-feira, 28 de abril de 2015

É preciso ter coragem... Mas confesso que ainda tenho medo

     Oi gente, tudo bem?

     Olha eu aqui de novo, e dessa vez pra abrir meu coração. Então, peguem os lenços...
     Tá, eu sei que não é pra tanto, mas hoje eu vou falar sério.
     Se você leu minha coluna semana passada (se não leu, vem aqui me conhecer rapidinho), deve se lembrar que eu me apresentei, falei um pouquinho das minhas experiências, um pouquinho da minha vida. Falei que há um tempo eu tive a oportunidade de largar o qua já não fazia com gosto e viver meu sonho, investir em algo que eu amava, e que me faria sentir prazer por toda a vida. Mas as coisas não foram tão fáceis assim, na verdade, não são até hoje. 
     Longe de mim querer te desencorajar, mas acho que preciso ser honesta, e te mostrar que nesse caminho que escolhi, nem tudo são flores, e que eu precisei sim, por diversas vezes, ter alguém pra conversar, gritar, chorar ou culpar. 
      Quando resolvi que queria viver do meu trabalho com moda, viver da minha arte, mais do que isso, viver do meu sonho, sabia que encontraria dificuldades, mas o que não sabia era que a maior dificuldade seria enfrentar a mim mesma. O que eu não sabia era que meus piores inimigos seriam meus próprios sentimentos. Sentimentos de inércia, de impotência e de improdutividade. 
      Muitas vezes eram só sentimentos, mas muitas vezes eles se concretizaram de fato, e outras tantas, eram monstros da minha cabeça, que eu alimentava com tanta voracidade, que me feriam como se fossem monstros de verdade.
     É difícil, quando se tem um emprego bacana, com um bom salário, e de repente se vê sem nada, e eu não estou nem falando de dinheiro. Foi difícil me ver sem uma ocupação, sem as correrias pelo centro da cidade, sem o horário de almoço apertado. Me ver sem gente ao redor, sem as horas de deslocamento para ir e voltar do trabalho, sem o estresse do dia a dia, pois até disso eu senti falta. Para mim, isso foi doloroso além do que eu podia imaginar. O tempo que agora eu tinha de sobra, e que poderia ser muito produtivo, me dava agonia, pois não queria passar.
     Como diz o ditado, mente vazia é oficina do cão, e essa é a maior das verdades. E embora soubesse bem o que eu queria da minha vida, não sabia como chegar lá. Fiquei um bom tempo esperando as coisas caírem do céu, dormia quase o tempo todo, como se por mágica eu pudesse acordar, e ter todos os meu objetivos concretizados. Eu sempre tive metas, mas não sabia se queria trilhar o caminho até elas.
     Por toda a minha vida fui condicionada a obedecer ordens e a executar tarefas, tudo a mando de alguém. Nunca precisei pensar por mim, e não sabia como seria isso. E embora tivesse uma pessoa ao meu lado tentando me levantar o tempo inteiro (te amo, amor!), minha preguiça de batalhar por mim era maior que tudo. Não queria aprender as ferramentas que poderiam me levar ao sucesso e a realização que eu tanto almejei, pois tinha muito medo. Medo de tentar e fracassar.
     Fiquei um bom tempo nesse movimento de não me mover, só estudava, estudava e estudava, mas não colocava em prática as coisas que aprendia. Até que, ao ver meus recursos se esgotando, me vi na necessidade de voltar para o mercado convencional, o que me deixou muito mal, pois eu já havia decidido que não queria mais isso para mim. Foi então que eu entendi que já estava mais do que na hora de agir, bolar um plano de emergência, o que não seria necessário, se eu não tivesse sido tão displicente comigo, com a minha vida. 
     Acredito muito em forças que regem o Universo, e que a gente atrai aquilo que emana. Então eu comecei a projetar o que eu não queria para a minha vida, para só depois começar a projetar o que eu queria, e foi nesse momento que eu tive uma ótima oportunidade, que era trabalhar de casa, continuar meus estudos e ainda ter a chance de investir no meu negócio. Enquanto eu pensava em escassez, era isso que eu tinha, quando comecei a pensar em abundância, a vida me retribuiu. 
     Pouco depois, conhecendo o trabalho da Paula Abreu, vi que isso não acontecia só comigo, foi quando eu optei por escolher a minha vida.  A Paula não me conhece, eu sou só mais uma das inúmeras leitoras que ela tem por aí, mas as coisas que aprendi com ela são de valor inestimável, por isso achei importante falar dela, pois ela, num certo momento, certo em todos os sentidos, me ajudou a encontrar as tais ferramentas que tanto me ajudariam, e ajudam até hoje, quando o assunto é escolher um caminho e seguir em frente. Notem que mais uma vez eu não estou falando só de dinheiro, mas também de oportunidades, de alegrias, de energia.
     Eu ainda não colho os frutos das minhas realizações, pois apenas comecei a plantar. Mas quando se planta com planejamento, a colheita é 70% garantida. É com fé que eu continuo. Fé em todos os seres sagrados que sopram os bons ventos, mas principalmente em mim e na minha capacidade.
    Eu teria milhões de boas referências de pessoas que me inspiraram muito nesse momento. Talvez um dia eu fale mais sobre isso, mas por hoje é só. Quero acrescentar só mais uma coisa: Não importa o que faz da sua vida, desde que faça com paixão, porque se o que te faz levantar da cama todos os dias não faz seu olho brilhar, talvez ainda vc não tenha se descoberto. Fica a dica...

     A gente se vê. ;)




     




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